Brenda Moura · Cinema · Cultura · Dicas · Filmes

David Lynch

Olá gente, tudo bem com vocês? Hoje, meu texto será sobre um dos meus diretores favoritos, o mestre, maravilhoso e com o cabelo mais legal: David Lynch!

Client: Interview Magazine;

David Keith Lynch é um diretor, roteirista, produtor, artista visual, músico e ocasional ator norte-americano. Conhecido por seus filmes surrealistas, ele desenvolveu seu próprio estilo cinematográfico, que foi chamado de “Lynchiano”, que é caracterizado por imagens de sonhos e meticuloso desenho sonoro. Na verdade, o surreal e, em muitos casos, os elementos violentos de seus filmes lhes deram a reputação de “perturbar, ofender ou mistificar” seus públicos.

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Eu amo os filmes dele, por conta do surrealismo que ele usa. Gente, os filmes desse homem te fazem ficar pensando: que p*** foi essa que eu acabei de ver? E toda vez que eu assistia algo dele, corria para internet depois, para ler as coisas que outras pessoas escreviam sobre o que tinham entendido, e saber se eu estava muito louca ou era aquilo mesmo que eu havia acabado de ver. Hahaha

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O primeiro filme que eu assisti dele, e que me fez ama-lo, foi “Cidade dos Sonhos”. E por consequência, esse é um dos meus filmes favoritos, se não o favorito. Eu fiquei tão impactada e tão impressionada depois de assistir, que eu só conseguia pensar: melhor filme que eu já assisti na vida. E olhem que não foram poucos os filmes que eu assisti, inclusive tenho meu Filmow que comprova isso. Hahaha

O título original do filme é “Mulholland Drive”, e “Cidade dos Sonhos”, como foi traduzido, é um BAITA spoiler. Mas basicamente, conta a história de Betty (Naomi Watts), que chega do Canadá para se tornar atriz. Ela cruza com Rita (Laura Harring), que acaba de sofrer um acidente e sequer se lembra do seu próprio nome. Betty, mesmo sem conhecer a moça, se prontifica a ajudá-la. Em outra parte de Los Angeles, o diretor de cinema Adam Kesher está sendo convencido por dois estranhos irmãos a contratar uma atriz específica para seu filme.

Falando assim, parece um filme totalmente normal, com início, meio e fim. Mas quando percebemos, o filme não faz mais sentido algum, e aí, toda vez que tu pensas que está entendendo o filme, vem alguma coisa que quebra totalmente teu raciocínio até ali. E a maioria dos filmes dele tem isso.

Esse filme é genial, em todos os aspectos. As atuações das protagonistas são brilhantes, tem diversos simbolismos dentro do filme que depois de assistir pelo menos umas 5 vezes, tu começas a perceber que se encaixam de algum modo. Não vou fazer uma explicação detalhada aqui, pois os filmes do Lynch não servem para serem explicados, mas sim, admirados. A magia ocorre exatamente por isso, por nada fazer o sentido que esperamos que faça.

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Outro filme dele, esse um pouco mais compreensível, mas igualmente bom, é o “Homem Elefante”.

Na trágica história, Merrick foi descoberto pelo doutor Treves sendo exibido como aberração num circo na Londres vitoriana, onde se alimenta apenas de batatas e é seguidamente espancado. Era apresentado como “a versão mais degradante do ser humano”, e causava repulsa em todos que encaravam aquele corpo humano 90% deformado por uma doença de nascença que só foi diagnosticada como “Síndrome de Proteus” em 1996, após exames no esqueleto de John Merrick (um caso grave de neurofibromatose múltipla). Entretanto, testes de DNA conduzidos pelo Dr. Charis Eng em amostras de cabelo e ossos de Joseph não mostraram mutações no gene PTEN (presente apenas em alguns portadores da síndrome de Proteus). Portanto, não há ainda prova definitiva de que Joseph Merrick sofria da síndrome de Proteus.

Século XIX: “A vida é cheia de surpresas. Pense no destino da mãe dessa pobre criatura. Atacada no quarto mês de gravidez… por um elefante selvagem. Atacada numa ilha perdida… na África. O resultado está aqui. Senhoras e senhores… o terrível… Homem Elefante”! Era assim que o londrino John Merrick costumava ser apresentado no circo em que era exibido como atração.

Esse filme me deixou com uma dor tão grande depois de assistir, que eu chorei. John Merrick é, com certeza, um dos personagens mais inteligentes, doces, sensíveis e surpreendentes que eu tive a chance de ver em um filme. A força de vontade dele é algo sensacional. Eu me sentia mal por vê-lo sendo tratado daquele jeito, e essa cena…

… só me deixou mais triste ainda. Outra grande obra prima do mestre Lynch.

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Agora, o último filme que vai compor minha listinha das grandes obras do Lynch é: “Eraserhead”. Esse filme é o mais louco e insano do Lynch, sem dúvidas. O terror surrealista foi o primeiro longa-metragem de Lynch, e conta a história de Henry Spencer, o qual é responsável por cuidar de seu filho deformado em meio a uma sequência de sonhos e alucinações.

Os sonhos de Henry, o bebê deformado… É tudo tão bizarro (e nojento, em algumas partes), que se tu não tens estômago o suficiente, não aguenta assistir. Hahaha

Mas o filme em si é excelente, melhor do que muitos filmes de terror que vemos por aí. Achei legal esse vídeo, que em 60 segundos, conta a história do filme. Por esse pequeno vídeo, vocês terão a noção básica do que é o filme, e aí, fica a critério de vocês se querem assistir ou não. Hehehe

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David Lynch tem uma obra primorosa, não só no cinema, mas também com a série Twin Peaks (que eu ainda não assisti toda, mas pelo que vi, já amei). E eu amo demais os filmes dele, e confesso que foi muito difícil escrever esse post, pois como eu disse acima, a obra dele não é para ser entendida, e sim, apreciada nos seus mínimos detalhes. E tem ainda outros filmes dele que valem a pena assistir, como “Veludo Azul”, “Império dos Sonhos”, etc.

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Espero que vocês tenham gostado desse post e que assistam aos filmes dele!! Hahaha

Um grande beijo e até a próxima semana!

selo-brenda-moura

Fontes: Wiki – Eraserhead; Wiki – O Homem Elefante; Wiki – David Lynch; Canto dos Clássicos

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6 comentários em “David Lynch

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