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Entenda o que é o metaverso e como ele está mudando a moda

Algumas práticas do mercado de moda ainda resistem diante de algumas mudanças sociais, porém das digitais não há como fugir… Roupas virtuais, avatares com roupas grifadas, modelos que só existem em fotos e vídeos, além de peças e itens online de marcas de luxo vendidos por milhares de dólares: tudo isso faz parte do metaverso, a próxima grande aposta da tecnologia.

As discussões sobre o que seria esse novo ambiente digital e como as empresas podem adentrar nesse espaço são inúmeras. Recentemente, Mark Zuckerberg anunciou o rebranding de sua empresa que detém nomes gigantes como WhatsApp, Facebook e Instagram para mostrar a sua grande investida no metaverso. Não é mais ‘Facebook’, agora o seu império tem o nome de “Meta”. A Microsoft também já anunciou que a partir do ano que vem vai adicionar elementos do metaverso em seus produtos. E até a gigante brasileira MagaLu, da visionária Luiza Trajano, vai começar a investir no universo de games.

Se todos os mercados estão focados em entender esse novo conceito, é claro que a moda não pode ficar de fora. Enquanto as mudanças digitais acontecem e junto com a necessidade de criar novas possibilidades, o mercado de luxo ainda se mostra tímido diante delas. Porém ele é um dos fatores importantes nesse mercado que vai transformar peças de luxo em 3D, desfiles em eventos digitais interativos e personagens virtuais em ícones fashion.

“Se as pessoas estão no metaverso, é lá que a moda deve estar”, afirmou Paulo Borges – fundador e idealizador da São Paulo Fashion Week. Na última edição, o SPFW aconteceu em uma versão híbrida do evento e deu muito certo.

Ok, mas o que de fato é o metaverso?

O metaverso é um ambiente totalmente digital onde as pessoas poderão interagir por meio de avatares. Nele, será possível realizar atividades comuns e rotineiras como trabalhar, estudar, conversar com amigos e fazer compras. Porém, ele vai muito além de um mundo virtual ou de um universo de games. É como um novo mundo, uma realidade aumentada, expandida, que amplificará a experiência ao vivo ao mesmo tempo no qual permitirá interagir de maneiras diferenciadas e inovadoras. É a “gameficação” da vida e especialistas indicam ser o futuro da internet.

Dentro desse ambiente, outro elemento que ganha destaque são os NFTs (sigla para non-fungible token), ou tokens não-fungíveis. Os NFTs são criptoativos colecionáveis exclusivos, que podem representar e autenticar qualquer tipo de item. Ou seja, um artista, designer, uma personalidade da mídia ou qualquer outra pessoa pode criar um elemento (seja uma obra de arte, uma foto, um vídeo ou um design) que será vendido exclusivamente nesse ambiente digital, que garante a originalidade e autenticidade desse material online. Enquanto na internet algo pode ser replicado milhares de vezes, nesse universo a criptografia garante que um comprador é detentor da versão verdadeira e original

O designer digital Mike Winkelmann, que atende pelo pseudônimo Beeple, é um dos grandes nomes da ‘criptoarte’, e já chegou a vender uma obra com uma crítica ao ex-presidente Donald Trump por 6 milhões de dólares. Outro exemplo de compra desse mercado foi o primeiro tweet da história, que é do CEO do Twitter escrito “apenas configurando meu twitter”. Concluindo: absolutamente tudo pode se tornar propriedade de alguém por meio da criptografia do metaverso. É uma revolução para artistas e criadores de todos os tipos.

Metaverso x Web 3.0

Porém essa questão ainda é nova e gera muita confusão de conceitos, sendo facilmente confundida com a Web 3.0. Em boa parte dos sites que cobrem tecnologia, você notará a construção de novas tecnologias e ferramentas. Mas antes de mais nada, devemos esclarecer as diferenças da Web 1.0 e Web 2.0 para entender a evolução para a Web 3.0. 

Web 1.0 tinha como principais conceitos as páginas estáticas, o nascimento dos primeiros e-commerces e acesso por navegadores através de desktops. Ela foi a responsável por trazer milhões de pessoas para dentro deste novo universo chamado Internet – que há três décadas ainda era um conceito difícil de entender para muita gente.

Web 2.0 começou a nascer entre 1999 e 2004. E assim como a Web 1.0 (página estáticas; e-commerces; navegadores e desktops), a Web 2.0 teve 3 grandes pilares para seu nascimento e crescimento: Redes Sociais, Mobile e Computação em Nuvem. As Redes Sociais trouxeram um nível de interação entre usuários inimaginável. A revolução mobile fez com que…


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