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E o fogo queimou…

Olá, tudo bem?

Com muita tristeza assisti, no último domingo, o Museu Nacional no Rio de Janeiro sendo consumido pelo fogo.

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Por razões que ainda serão totalmente explicadas, o Museu Nacional no Rio de Janeiro foi consumido pelo fogo no último domingo. As labaredas não queimaram apenas documentos, esculturas e enormes coleções arqueológicas, queimaram a memória de um país que cuida muito pouco de sua história. O fogo queimou um dos poucos bastiões da memória nacional.

Só quem teve a oportunidade de visitar o Museu Nacional sabe o que foi perdido. Apesar de morar a 150 km de distância, já o visitei 3 vezes: a primeira vez na época da escola e as outras duas com a minha família. É difícil imaginar que quem nunca foi no Museu Nacional jamais verá o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia, descoberto em 1974 em Minas Gerais e que teria 11.300 anos.

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Jamais verá, também, um dos destaques da coleção de paleontologia, que contava com 56 mil exemplares: o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil.

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Nem o sarcófago de Sha Amun En Su, um presente que Dom Pedro II recebeu em 1876, que fazia parte da coleção de mais de 700 peças de arqueologia egípcia.

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Muito menos o Trono de Daomé: um trono do Rei Africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei a Dom João VI em 1811.

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Tampouco os artefatos das civilizações ameríndias pré-colombianas ou qualquer das 750 peças de arqueologia clássica das civilizações grega, romana e etrusca.

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Como amante da história, da arte e da ciência, me sinto desamparado diante dessa tragédia. Não há o que falar, não há o que fazer, apenas sentir uma tristeza profunda que insiste em gritar dentro do peito, mas que ficará silenciada para a eternidade, assim como as peças queimadas do Museu Nacional. O que guardo de mais importante dentro de mim são as memórias de um lugar fascinante, que é parte fundamental do homem que sou hoje…

Até a próxima!

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