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O feminicídio

Olá, tudo bem?

Um assunto que, infelizmente, tem se tornado recorrente: o feminicídio.

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Feminicídio é um termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres, mas as definições variam dependendo do contexto cultural. A autora feminista Diana H. Russell foi uma das primeiras a usar o termo e atualmente define a palavra como “a matança de mulheres por homens, porque elas são mulheres”. Outras feministas colocam ênfase na intenção ou propósito do ato que está sendo dirigido às mulheres especificamente porque são mulheres. O feminicídio é considerado crime no Brasil, desde de 2015.

Baseado nos dados fornecidos pelos Estados, em 2017, dos 4.473 homicídios dolosos, 946 foram considerados feminicídios. Trata-se de um aumento de 6,5% em relação ao ano de 2016, quando foram registrados 812 feminicídios. Isso sem levar em conta a informação absurda de que 3 Estados não fazem qualquer tipo de registro sobre o feminicídio, apesar da violência ser considerada crime desde 2015. E o que esperar para 2018?

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Mas o assunto vai muito além de simples estatísticas. Muito além de assassinatos e milhares de famílias desoladas e destruídas. O feminicídio velado que ocorre todos os dias e a todo momento é tão ou mais importante que os assassinatos, visto que muitos deles acabam realmente em morte. Sem entrar na seara do preconceito, que existe e é muito sério, a minha abordagem é sobre os abusos domésticos que as mulheres sofrem diariamente.

Infelizmente, o Brasil é um país que ainda guarda uma herança pérfida de machismo e de pensar que a mulher é um ser socialmente inferior. A abertura social que o mundo vive traz à tona esse pensamento, pois as mulheres cada vez mais se inserem em terrenos dominados pelos homens, cada vez mais se tornam chefes, supervisoras, gerentes, etc. Cargos e posições que alguns homens simplesmente não aceitam.

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Ainda não criaram um adjetivo para qualificar aquele que maltrata uma mulher… Um ser covarde que utiliza de sua força para subjugar e humilhar uma mulher. Mas o meu recado é para os homens que acompanham esse blog.

Entendam uma coisa: humilhar; apontar defeitos com o objetivo de rebaixar; agredir verbalmente e fisicamente; manter relações sexuais com uma mulher que não quer; trair, mesmo que virtualmente; desrespeitar uma mulher em todas as formas que a palavra contempla, É ERRADO. Você, homem, não tem o direito de subjugar uma mulher. E se você conhece alguém que assim faz, peça-o para parar.

Vale lembrar que o número 180 é o canal de comunicação gratuito para as mulheres que sofrem algum tipo de violência. Inclusive para denunciar, em total anonimato.

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Até a próxima!

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5 comentários em “O feminicídio

  1. Eu sou de Portugal, não tou completamente a par da realidade Brasileira mas aqui também há muito trabalho a ser feito nessa área, muitas mulheres sofrem e morrer às mãos dos maridos, familiares (homem) ou até mesmo de colegas de trabalho (fisica ou psicologicamente) e acho muito importante a existência desse numero de telefone.

    E é importante deixar bem claro que qualquer tipo de mal trato, seja porque alguém lhe está constantemente a dizer que você não presta, que não faz nada certo ou que bata, ambas as situações são MUITO graves. Uma violência psicologica rapidamente vira uma violência fisica, ela mostra falta de respeito consigo e não havendo respeito fácilmente chega um tapa na cara.

    Parabens pelo post.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Eu sou do NE. Conheço a realidade. O machismo é muito presente.
    Vc sabe quais são os 3 Estados?
    Na rede social questionei isso dos números no Brasil, se 15 era mesmo 15, iu 13/14 ou 16/17. No caso era para mortalidade infantil, pq um particular resolveu fazer um gráfico com os dados do IBGE, na tentativa (ao meu ver , forçada) de provar o ano início do crescimento da mortalidade infantil no país.

    Curtido por 2 pessoas

    1. É a realidade muito triste. Mato Grosso, Maranhão e Rondônia não fazem distinção entre assassinatos de homens e mulheres. E segundo a pesquisa, alguns dados só foram conseguidos nas corregedoria dos Estados. O machismo está presente até nos dados.

      Curtido por 1 pessoa

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