Gabriel Moura · netflix · Reflexão · Vídeos

100 mil contra a Netflix

Olá, tudo bem?

Pode parecer mentira, porém mais de 100 mil pessoas estão pedindo o cancelamento de uma série.

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Mais de 100 mil pessoas assinaram uma petição on-line que pede que a série da Netflix “Insatiable” não estreie. A série traz a atriz Debby Ryan no papel de uma adolescente alvo de bullying por conta de seu peso que se vinga após emagrecer. O drama adolescente foi acusado de “fat-shaming”, ou humilhação por conta do peso.

No trailer, lançado em 12 de julho, Patty (Ryan) é agredida com um soco e quebra o maxilar. Veja abaixo:

A autora da petição, Florence, afirma que por muito tempo as narrativas falaram às mulheres e jovens garotas que para ser popular, ter amigos, para se tornar desejada pelo olhar masculino, ou seja, para ser um ser humano de valor, é preciso ser magra. Em suas palavras:

Ainda temos tempo para impedir que esta série seja lançada e cause devastação de insegurança nas mentes de jovens meninas que irão pensar que, para serem felizes e valiosas, precisam perder peso. Esta série vai causar distúrbios alimentares e perpetuar a objetificação dos corpos femininos.

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A petição está pedindo que a Netflix cancele a série, em vez de lançá-la em 10 de agosto, como planejado. Debby Ryan, que interpreta a personagem principal, defendeu a série nas redes sociais, dizendo que se preocupa profundamente como o modo como os corpos femininos são humilhados e policiados na sociedade.

Segundo a atriz: “Nos últimos dias vi quantas vozes são protetoras e potentes sobre temas que aparecem na história. Fui atraída pela proposta dessa séria sobre o quão difícil e assustador pode ser existir em um mundo com o seu corpo, seja porque você está sendo elogiada ou criticada por seu tamanho. E também sobre como é rezar para ser ignorada porque isso é mais fácil do que ser vista. Espero que os fãs esperem e assistam a série antes de julgar.

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Insatiable tem enfrentado críticas nas redes sociais desde a estreia do trailer –  entre os críticos está a atriz a ativista pela quebra de padrões estéticos: Jameela Jamil. Outras pessoas, porém, têm defendido o uso da comédia para lidar com questões como bullying e a pressão pela magreza.

Eu penso que é muito barulho por pouca coisa. A série é que ela é: uma série. Da mesma forma que a novela é apenas uma novela, uma música é apenas uma música, etc. No momento em que uma série tiver a capacidade de me atingir de forma negativa, ou de avivar em mim um sentimento de segregação, bullying ou qualquer coisa desse tipo, algo está errado comigo. A problematização da vida, que ocorre nos dias atuais, está apontando para o lado errado…

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Se refletirmos que uma série é o produto do pensamento de alguém, diríamos que o preconceito tratado na série mostra o preconceito na cabeça de seu autor? Por exemplo: a série em questão, Insatiable, traz a objetificação da mulher e padronização de seu corpo. Isso é o pensamento do autor? Ele acha que a mulher tem que ser magra para ser valorizada? Ou a série é apenas um entretenimento que tem como principal função entreter as pessoas?

Não pode quando mostra o racismo, não pode quando mostra o machismo, não pode quando mostra o “fat-shaming”, não pode quando trata do homossexualismo. O que pode? Mostrar água escorrendo da montanha? Para mim, apenas tapamos os problemas com o véu do politicamente correto. Os preconceitos continuarão lá, apenas velados por um senso comum distorcido.

O que acha dessa petição?

Até a próxima!

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8 comentários em “100 mil contra a Netflix

  1. Eu ouvi dizer que ela começa com essas questões problemáticas pra depois ir amadurecendo ao longo dos episódios, não sei se é verdade. Esse é o problema da “problematização” dos dias atuais, questionar-se sem aprofundamento algum, sequer assistiram pra ter ideia, né? haha!
    Mas, enfim, eu particularmente acho que filmes/séries tem que ter um certo cuidado com a abordagem de alguns temas, mas não posso sair julgando sem base alguma.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Eute achei simplista demais em rwsuzir séries como somente entretenimento… Não são… Muitas estão aí para provocar uma reflexão e fazem isso… Mas acho muito mimimi querer cancelar só pelo trailer…
    Assisti 13 reasons why e é entretenimento… Mas também faz pensar no suicídio… No bullying… No estupro… São questões validas e devem ser mostradas, devem ser discutidas e não devem ser escondidas… É para os pais trazerem à mesa de jantar com os filhos… O entretenimento trazendo a conversa… Assistir juntos…
    Essa série tera uma pegada comédia, mas é um ótimo gancho para um pai verifocar se o filho passa por isso, se ele se aceita com sei corpo ou não… Querer enlatar tudo no politicamente correto irá somente esconder os problemas…

    Curtido por 2 pessoas

    1. Não quis diminuir séries, filmes ou novelas. Apenas me referi ao entretenimento como algo que é feito para entreter, e não para atacar, agredir pessoas ou segmentos sociais. Que é o que estão tentando fazer com essa série, com se ela tivesse a competência para incitar atos, ou até mesmo ferir moralmente quem passa por essas situações.
      O entretenimento está aí para ser usado como uma ferramenta, como você bem disse, para o diálogo.
      Obrigado pelo comentário.
      Abraço.

      Curtido por 1 pessoa

  3. Adoro isso, não viram a série, mas já julgaram e pediram para nem ser lançada… Vivemos uma época de intolerância mesmo, e muitas pessoas, via redes sociais, acham que podem controlar tudo e só o que querem pode existir. Deveriam canalizar essa “força” toda para cobrar políticos, por exemplo… aqueles que prometem e não cumprem…

    Curtido por 1 pessoa

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