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Intervenção Federal

Olá, tudo bem?

Finalmente o Governo Federal vai intervir na situação caótica da segurança pública do Rio de Janeiro.

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Depois de meses (eu diria anos) de incapacidade e incompetência do poder público municipal e estadual de controlar a segurança pública, o presidente Michel Temer assinou o decreto que autoriza as Forças Armadas a comandarem as forças de segurança pública do Estado, ou seja, Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Sistema Penitenciário.

Na prática, o General Braga Neto, escolhido para comandar, está no mesmo patamar de comando que o Governador e é ele quem comanda as forças de segurança, com autonomia total para trocar comandantes de batalhão, distribuir as tropas e abrir inquéritos administrativos.

16/02/2018 Assinatura de Decreto de Intervenção Federal no est

Depois o carnaval mais violento de todos os tempos, com arrastões, brigas, assaltos e assassinatos em número elevado, ficou claro que o Estado não tem mais condições de dominar o crime organizado. As facções criminosas lutam, ora entre si, ora contra a polícia, e a população carioca fica no meio disso tudo.

Adultos, idosos e crianças não são poupados da onda de violência que assola principalmente a capital do Estado e os município da Baixada Fluminense.

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Se essa é a melhor solução, só o tempo dirá, uma vez que a intervenção está autorizada até o dia 31 de dezembro de 2018. Mas algo deveria ser feito. Infelizmente, toda essa situação mostra como a política brasileira sobrevive em um lodaçal. Diante de tantas notícias e de tanta barbaridade nas ruas do Rio de Janeiro, ainda tem partido que votará contra essa intervenção.

O motivo: não acham que essa é a melhor solução para a população, mas não apresentam nenhuma, eu disse: nenhuma outra proposta. Simplesmente são contra por motivos políticos, e o povo em nenhum momento é levado em consideração.

Brazilian Army soldier patrols the Mare slums complex in Rio de Janeiro

Depois de duas semanas onde a chuva desalojou centenas e matou quatro pessoas. Na mesma semana que o prefeito da cidade foi passear “oficialmente” na Europa para fugir do carnaval. Onde o Brasil assistiu atônito o descaso com a população, pelo menos um último fôlego foi tomado.

Já estamos novamente afundados na lama e esperamos que alguma mão venha nos tirar. A mensagem da população do Rio de Janeiro, e por que não do Brasil inteiro, pode ser resumida nessa canção…

Até a próxima!

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13 comentários em “Intervenção Federal

  1. Estamos esperando alguma notícia boa,a violência no RJ é algo polêmico,parece que as pessoas não querem viver em paz.O prefeito,esse acho que nem sabe governar algo que não seja voltado para a população de todas as crenças ou ausência delas.Volta da ditadura?È muita ignorância,achar que um decreto que só está valendo para o nosso Estado resulte em ditadura,para isso precisaria que todos os estados tivessem problemas iguais ou piores ao nosso e aceitação NACIONAL dos governantes,coisa que acredito ser impossível.O fato é que esta é mais uma politicagem.O RJ é uma grande vitrine para o Presidente de baixa popularidade e está fazendo aquela habitual média.Sou a favor de toda e qualquer intervenção,desde que seja para melhorar e nos dar segurança,á que os bandidos estão torturando uma população inteira e nós somos refèns da nossa própria sorte.

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    1. Pois é Angela, infelizmente essa intervenção está maquiando uma jogada eleitoral. Me passa a impressão de que o estado de insegurança é promovido pelo Estado, para que diante de uma intervenção a segurança volte e se crie uma espécie de característica benevolente no governante.
      É uma pena que grande parte da população não enxergue assim e seja feita de marionete.
      Obrigado pelo comentário.

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  2. O único problema, ao meu ver, é que o Exército é tão despreparado quanto a Polícia para enfrentar o caos que se instaurou no Rio. A Polícia conta a seu favor, a vivência das ruas e das favelas, treinamentos especializados para agir em combate. Infelizmente, os soldados do nosso EB exercem outras tarefas dentro do batalhão. Se um soldado desses der de cara com um traficante fortemente armado em uma das vielas da favela, será que ele conseguirá ter êxito ao menos em se salvar? Acredito sim, que todos (TODOS MESMO) devem se unir em busca de uma solução para devolver o Rio aos cariocas, mas não sei se o EB fazer manobras de “sobe e desce” morro irá resolver alguma coisa. Se isso aquietar a guerra, já é um começo, mas acredito que um plano maior tenha que ser montado para o combate ao tráfico. Precisamos unir Políticos, Polícia e Sociedade e só aí poderemos tentar uma solução.

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    1. Concordo com você, Flavia, de que essa medida precisa ser apenas um paliativo. Que uma ação maior, que envolva outras áreas como saúde e educação, precisa ser pensada para exorcizar de vez o medo e a insegurança. Mas no estágio em que o Rio se encontra ser]ao necessários alguns anos para que a coisa toda mude. Como disse, essa intervenção é um gole de água para um corpo que está morrendo de sede. É alguma coisa, mas é muito pouco. E o pior é acreditar que tudo não passa de jogada eleitoral.
      Obrigado pelo seu comentário.

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  3. Respeito muito seus escritos que tenho acompanhado pelo blog. Contudo, não sou tão otimista como você demonstra em seu texto. Ainda tenho esperança que um dia longe dos interesses eleitoreiros, representantes do povo, pensem no povo, e, façam intervenções na melhora da educação, da saúde e na oferta de áreas de lazer, esporte e cultura para as populações que são usadas como fantoches até quando supostamente dizem protegê-la.

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    1. Acho que esse otimismo se deve a uma situação tão precária na segurança pública que essa ação parece um gole de água para um morto de sede. Eu quero crer que pelo menos para o cidadão comum, que quer apenas ir e vir sem medo, essa intervenção tenha aspectos positivos. Infelizmente essa ação tem fins eleitoreiros, como você bem diz, e por uma combinação de anos de sucateamento na educação pública, muitos votos serão direcionados para os idealizadores desse projeto. É uma triste realidade que somente através de muita informação e reflexão pode ser mudada.
      Grande abraço.

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  4. Eu vejo, de longe, um pouco diferente.
    Uma intervenção era necessária, no entanto o time dela deixa dúvidas qto as reais intenções por trás.
    E, mais uma vez, depois do q li de longe, é uma ação que visa os pobres e negros. O que passou uma campeã olímpica foi vergonhoso.
    Ainda não vi ( não sei se estou atrasada nas notícias) gente graúda do tráfico ser pega. Não vi ações em presídios, pois é desse lugar q muita coisa é comandada.
    E, por fim, não vejo ações por parte do Governo em diminuir as diferenças sociais. Ah, tb não apresentaram resultados.
    Enfim, parece aquelas limpezas de última hora q se faz em casa, sem um plano, sem mudanças reais de visual. E, q de repente se deixou de falar no que se estava a falar e parecia tão importante. Era aquilo ou o fim. Parece q não era o fim, afinal.
    Mais pronto, é uma visão de longe.

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    1. Você tem razão quando diz que existem outras intenções, e digo políticas, por trás dessa medida. Porém, a população do Rio de Janeiro está em um verdadeiro fogo cruzado e essa “ajuda” está realmente sendo bem vinda. Eu vejo essa medida como um aceiro: impede que o fogo aumente, mas não combate o motivo do incêndio. O fogo continua, mas abrandado.
      Abraço.

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    1. O sucateamento do Estado do Rio remonta a década de 1990, talvez até antes. E anos e anos de desvio de verbas públicas destinadas à saúde, educação e principalmente segurança, criaram esse cenário atual de insegurança, falta de saúde pública e uma educação precária. Demorou realmente, mas espero que as ações não fiquem apenas no papel.
      Obrigado pelo comentário.

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