Atualidades · Gabriel Moura · Reflexão

BRASIL: Um exemplo do que não fazer…

Olá, tudo bem?

Enquanto vamos levando essas nossas vidinhas medíocres, os políticos brasileiros estão cavando a cova para colocar o país dentro.

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O glorioso governo federal, através do Ministério do Trabalho, publicou uma portaria que abranda a fiscalização contra o trabalho escravo no país. Pela nova portaria só será considerado trabalho escravo aquele onde seja constatada a submissão do trabalhador sob ameaça de punição, com uso de coação, realizado de maneira involuntária. Antes, para caracterizar isso, bastava o fiscal constatar o trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes ou restrição de locomoção por razão de dívida. Ou seja, a não ser que o trabalhador esteja acorrentado na senzala ou recebendo chicotada no tronco, o resto tudo pode.

A portaria é apenas a ponta do iceberg, uma vez que a fiscalização do trabalho escravo no Brasil já vinha diminuindo por falta de dinheiro. Em 2016 foram 106 operações. Em 2017 foram apenas 30. O número de trabalhadores resgatados caiu de 658 em 2016 para 110 em 2017. De janeiro a setembro desse ano, o governo gastou 30% a menos do que no mesmo período de 2016. Dessa forma, o modus operandi está claro: sucateia a fiscalização, diminui recursos, faz com que os números caiam e justifica uma portaria que libera o trabalho escravo.

Alguém dúvida que o mesmo seja feito com saúde, educação e segurança?

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Mas a pergunta maior é: POR QUE? O que ganha o presidente com esse tipo de medida? Após o impeachment da Dilma Rousseff, estava bem claro que a continuação das investigações da Lava Jato apontaria outros esquemas muito maiores, e que muito mais políticos seriam envolvidos. E a partir do momento que o próprio presidente foi citado e teve seu nome envolvido em escândalos de corrupção, algo deveria ser feito para blindá-lo.

Qual a solução: comprar votos. De que forma: dando o que deputados e senadores querem. E o que eles querem? Melhorar a educação? Melhorar a saúde? Não! Apenas resolver seus próprios interesses.

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E entre os interessados estão os deputados e senadores da bancada ruralista, que, em sua maioria, nada mais são do que grandes fazendeiros e latifundiários que vivem às custas de desmatamentos, trabalho escravo e apropriação indevida de reservas. E assim o Brasil está sendo vendido para poucos, para que poucos se livrem de acusações claras.

E o que nós fazemos? O que você faz? Nada, porque não há nada a fazer. Apenas observamos atônitos o desmanche do país, bem debaixo dos nossos olhos. É como se estivéssemos sentados no sofá de casa e um ladrão entrasse, pedisse licença, e roubasse nossa TV.

Ficaremos indignados, e só. Estamos indignados…. E só.

Até a próxima!

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Fonte: Folha

 

3 comentários em “BRASIL: Um exemplo do que não fazer…

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