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Um “ser humaninho” de quatro patas

Olá pessoal! A crônica de hoje não é bem uma crônica, é um texto reflexivo e verdadeiro sobre o contato humano com os animais.

Há quase um ano tenho um gato. Ela chama-se Quixote, chegou na minha vida em um momento em que minha alma pedia mais que um contato humano afetivo ou relações profissionais, sociais, etc. O homem tem que lidar com a solidão, pois ela é inerente ao ser humano e mesmo acompanhado, às vezes, nos sentimos sozinhos ou vazios. Eu sou dessas. A poética do que sinto às vezes é tão grande que não cabe no meu corpo. Enfim, deixando de lero-lero e vamos ao que interessa:

Não entendia o “amor incondicional” das pessoas com seus animais, mas agora entendo. Um animal que vive com você te torna mais humano, te torna mais ousado, te torna menos só. Eu nunca fui de admirar e me apegar aos animais, apesar do imenso respeito que tenho à natureza e aos seres vivos. Depois que meu felino entrou na minha vida, muita coisa mudou. A solidão é leve, sinto que tenho sempre uma companhia, sinto-me mais saudável e viva.  Eu posso expressar o meu carinho plenamente e sei que o que recebo é totalmente verdadeiro e puro.

Não sou mãe, mas creio que o amor de uma mãe com o filho seja bem semelhante ao que sinto pelo meu bichano (perdoem-me se estiver exagerando). É um amor pleno que traz alegria, força e vontade de cuidar. Sempre gostei de cuidar e de ser cuidada, e com meu gatinho esses afetos vão e vem com pureza e sem cobrança.

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Aprendi com os gatos que os instintos e intuição devem sempre serem respeitados.  O olhar de um animal é tão verdadeiro e profundo que parece hipnotizar. É um olhar da alma. A patinha pedindo carinho é um gesto de doçura e entrega. As lambidas, mordiscadas e cheiradas que ele dá, revelam o sabor e o gosto de tê-lo como fiel escudeiro.

Gente, não dá para dizer muito por aqui, talvez em um poema eu consiga dizer mais…pois essa relação não é a posse de uma dona sobre o seu subjugado, é uma relação de dois seres vivos que aprendem um com o outro, mas que sobretudo ensinam e aprendem sobre o que é de fato amar.  Tenham um animal e verás como isso te faz bem. Como você será mais “serumaninho”. E veres outra face do amor sobre o que é vivo e obra de Deus, da natureza ou do Cosmos (da maneira como cada um crê).

selo-erica-aragao

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6 comentários em “Um “ser humaninho” de quatro patas

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